Varinha sem condão
sonho às favas!
- soam mil sapos
num só conto de fadas
Feito a fantasia
a lágrima do pierrô
na pele da colombina:
pode virar purpurina?
No meio dos madrigais
até pirilampo cai
no campo
do amor-relâmpago!
Cor de abóbora
Doze badaladas:
Desperta dor
De trem fantasma
O giz faz cera?
o poeta – aprendiz!
assina em branco
o que colore a giz
(Cris de Souza)
(O Poeta aprendiz- canção de Vinícius e Toquinho cantada e ilustrada por Adriana Calcanhoto)
terça-feira, 11 de outubro de 2011
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Trilogia que dá na telha
Expiação
O meu Eu lírico
Não perde tempo a sós:
Anoitece com a coruja,
Amanhece com o albatroz.
Vira-verso
Verso veloz
Por entre
As avezinhas
Dando asas
As vozes vizinhas!
Expectativa
O silêncio do besouro
Vale ouro
No mercado negro?
(Cris de Souza)
(Secos e Molhados, Delírio)
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Um poema reparado nas redondezas
Prelúdio ao refúgio
Vela ao léu
Por azular?
- Noite terçã
Pra bordejar
Na borda torta
Do lago imenso
Afoguear
Estrelas vãs
Aluamento
Por dois silêncios:
Único afã
Borbulhar!
(Cris de Souza)
domingo, 4 de setembro de 2011
Haicais de vez em quando
Os avoados
entre o pássaro
e o ninho passa
um moinho de versos
.
Ferroada
caia a cera
das abelhas
que der na telha
.
Desregra a lenda
desce o tinto
enquanto bacco
sobe os labirintos
.
Demarcação
o espaço marca
o descompasso das horas
vagas de estrelas
.
(Cris de Souza)
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