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segunda-feira, 27 de agosto de 2012
segunda-feira, 9 de julho de 2012
Quatro poeminhas de bolso
(Rene Magritte)
Indicação
Poeta bom pra tosse
É aquele que torce
Contra o leitor-xarope
O troco é teu
Meto a língua
Onde não devo
E calo pra ler!
Cera
Mas que raios!
Um papagaio
Assovia em meus ouvidos:
Não seja repetitivo!
Não seja repetitivo!
Não seja repetitivo!
Encarnação
Quando a inspiração
Se esconde no porão
É pra encarnar assombração?
terça-feira, 29 de novembro de 2011
Poemas sem papas na língua...
(Magritte, Sheherazade)
No colo das águas cálidas
que não sei nomear
o mar
ao penetrar a ostra
pérola a mostra
Desde a primeira estação
plantei papoila
sem saber que era
sem saber quimera
fosse primavera
- ai, dar-te quem dera!
A presa tem pressa?
conjugo a cobiça
que eriça a serpente
na língua do ventre
Letra sem vergonha
sei o que é desejo
- diz o verso
é quando a rima
quer fazer sexo
com o leitor!
(Cris de Souza)
domingo, 3 de julho de 2011
Quarteto sem pé nem cabeça ou quatro poemas desmiolados
S.O.S(I)
não há mercúrio
que agüente
a febre
do planeta-ventre
P.S(II)
nessa vida
nenhuma
olheira
se sustenta
: máscara
não cai,
despenca
OBS(III)
toca o silêncio
que nos despertence
mas desafina
alguma coisa tão nossa
- será o choro ou a bossa?
ETC(IV)
se fechou no tempo
a rosa dos ventos
em desalinho
- arvorou o carretel
de espinhos
(Cris de Souza)
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