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terça-feira, 10 de abril de 2012

Lira que sibila


I. 


disfarça-se
a voz
púrpura 

pura em fissuras
arvoradas 
entre versos

alheia à brancura 
de um gesto
impresso de olor


II.


lanho de flor
carnívora
onde víbora 

a língua
se ostenta
em oferenda

onde a presa
se emenda
aos fonemas

onde reina 
a armadilha 
destas sílabas:

sina!


(Cris de Souza & Joelma Bittencourt)




domingo, 6 de março de 2011

Abre aspas


(chico buarque, dura na queda)


sou passista
num enredo
absorto
de sorrisos
e caretas
sou de lua
em alegoria
sou volúvel
adereço
sou avesso
em folia


(Cris de Souza)

notinha: escrevi esse poeminha a alguns anos. achei a ocasião propícia para publicá-lo aqui. aproveito pra agradecer a presença de todos amigos. beijo em cada um de vocês!