(Foto:Pedro Olivença)
Vila Velha
falo de um tempo
onde a chuva marca
a vidraça escusa
e a noite é lida
na vila
por velha coruja
De longe vejo
nem passa perto
da minha alma
em desassosego,
chegar a ponto
de fingir a calma
de fingir a calma
a que não chego.
Entre traços e traças
olho por olho,
força-me a retina;
dente por dente,
fura-me a rotina;
passo por passo,
faço-me a revista;
folha por folha,
perco-me de vista.
(Cris de Souza)
(Ann Fontanella)

