terça-feira, 16 de agosto de 2011

Poema de poro aberto

(Salvador Dali)



É de voragem o sol
Que nos devora
E na pele arvora  
O sono de felino
Nessa cinza morna
Se transtorna  
A respiração de tigre
Nas dobras do destino        
Que amiúde atinge        
A sede  do imo    



(Cris de Souza & Wender Montenegro)

8 comentários:

  1. Hoje ouvi no carro a Tigreza do Caetano, aquela em que a felina deseja ser mais que o leão, como se as garras de um pudessem superar a do outro, quando na verdade garras são sempre garras quando atingem a pele, o poro e o coração.
    Que bela dupla vocês fizeram! :)
    beijosss

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  2. tyger, tyger, canto duplo em dupla,



    beijo e abraço

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  3. Pois eu lembrei o "Leãozinho" de Caetano Veloso, caminhando sob o sol...

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  4. Inventar, reinventar, e poetar!

    BeijooO*

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  5. Essas parcerias são maravilhosas, Cris! Aprovei! :-)
    Beijos

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  6. os poros, depois de abertos, tendem a não querer voltar a fechar... a poesia sabe bem porquê...
    beijinho, musa encantada!

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  7. Felino sonha como um anjo.

    Belo poema!

    Beijos

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  8. que maravilha, Cris. encaixou direitinho com o estilo do Wender, que aliás é um poetaço também.

    beijos.

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