segunda-feira, 18 de julho de 2011

Quinteto da pá virada ou cinco poemas revirados


Campo de concentração


medito entre
os percevejos:
papel em branco
me dá nos nervos   


Desconduta


feito uma
locomotiva
a louca-emotiva
parte pra cima
do trevo


Dentes de leão


como podemos
nos iludir calmamente
com a realidade  
mostrando seus dentes?


Bastidores 


a cena do encontro
não tem hora,
nem roteiro

- quem vai
se perder primeiro?


Campanha


necessita
transfusão
de calor
todo sangue
o positivo
de amor


(Cris de Souza)

16 comentários:

  1. como podemos
    nos iludir calmamente
    com a realidade
    mostrando seus dentes?

    !!!

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  2. Não podemos, por isso, temos dentes e emprestamos o sangue e as palavras para tantos universos de gentes.
    Beijosss

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  3. Sou como a locomotiva.
    Adorei!

    bjs
    Rossana

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  4. percevejos atacam
    a penúltima ilusão
    (cerro os olhos)

    até fez eco aqui

    bjs

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  5. Fabulosos!
    Geniais!



    Beijo carinhoso,
    Crisântemo.

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  6. entre percevejos cravados no branco, locomotivas desconduzidas, realidades mostrando dentes de leão e bastidores de campanha, que mais desejar aqui senão viajar?

    aff! escapando muita poesia pela válvula lírica...

    beijo.

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  7. Amei TODOS!

    Quis escolher unzinho, mas não consegui.

    Posso ficar com os cinco?

    :)

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  8. Ótimo que tenham sido revirados, pois chegaram a nós belezas com "Campo de concentração" e "Bastidores"

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  9. Que inventos mais perfeitos na ideia da poeta.

    BeijooO*

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  10. Olá, querida Cris,
    que maravilha de Quinteto

    o papel em branco que espera
    a louca que pula em um símbolo da sorte
    o ranger real que tira o sossego
    bastidores bom demais
    campanha viva e quente

    que delícia viu moça bonita

    beijo carinhoso

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  11. Cris mostra os dentes, as palavras se roem



    beijo

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  12. Cris,


    Que maestria esse seu quinteto .
    Adorei !


    Papel em branco também me dá nos nervos, ...Rs



    Bjo Grande !

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  13. EU mordo a realidade primeira...


    Beijos!

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  14. agridoce a combinação lírica. como deve sempre a poesia: um olho no mel e outro no fel. afinal, a vida é simultaneamente bailarina e soldado em agitação permanente sobre o pescoço.
    beijos de cris-tal!

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  15. Muito interessante seu espaço. Adorei a poesia que escreve.

    Obrigada pelo seu comentario no oceano.

    Um abraço
    oa.s

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Viajai-vos!